Rómulo
Muthemba
Psicólogo
Clínico
I.
Introdução: A morte é uma questão Humana ?
O tema da morte já foi sobejamente discutido ao longo
dos tempos e gerações. Foram muitos os filósofos, historiadores, sociólogos,
biólogos, antropólogos e psicólogos a discutir o assunto no decorrer da
História. A morte não faz parte de uma categoria específica; é uma questão que
atravessa a história, é sobretudo uma questão essencialmente humana.
Uma
das principais tarefas a realizar perante a morte é a preservação da saúde (mental)
dos vivos – fundamentalmente, àqueles que mantiveram e mantêm uma relação com o
sujeito falecido. É o trabalho de luto.
O medo provoca
uma espécie de distanciamento cada vez maior do homem em relação à morte,
criam-se tabus, como se fosse desaconselhável ou até mesmo proibido falar sobre
este tema, mesmo sabendo nós que a expressão
de sentimentos, nessas ocasiões, é fundamental para o desenvolvimento do
processo da perda.
II.
Buscando alguns
Fundamentos da Psicologia
Revisitamos Bowlby (1970/1997), que sabiamente nos
situa em relação às quatro fases do luto que podem contemplar diferenças na
intensidade e duração em cada indivíduo, mas que no geral, seguem um padrão
básico:
(1) fase de torpor ou aturdimento, com duração de algumas horas ou semanas, que pode vir acompanhada de manifestações de desespero ou raiva;
(2) fase de saudade e busca da figura perdida, que
(1) fase de torpor ou aturdimento, com duração de algumas horas ou semanas, que pode vir acompanhada de manifestações de desespero ou raiva;
(2) fase de saudade e busca da figura perdida, que